O NIA, Núcleo de Investigação da Era Arqueologia, está neste momento a participar no VI Encontro de Arqueologia do Sudoeste Peninsular, em Villafranca de los Barros (Badajoz), através da apresentação de quatro comunicações e um poster.
Juntamente com Ana Maria Silva, Ana Isabel Fernandes e Victor Filipe, António Valera apresentará a comunicação: "Os Hipogeus Neolíticos do núcleo C do Sítio Outeiro Alto 2: Práticas funerárias e paleobiologia dos restos ósseos recuperados".
Finalmente, será apresentado um poster com o título "Os ossos humanos cremados da fossa 16 do recinto dos Perdigões: a quem pertenciam?", da autoria de Ana Maria Silva, António Valera, Inês Leandro e Daniela Pereira
Na área central do recinto dos Perdigões foi identificado uma fossa (16), contendo restos ósseos humanos, cerâmica e fauna diversa. A respectiva escavação veio revelar tratar-se de um depósito secundário correspondendo ao despejo de restos de ossos humanos cremados, restos faunísticos e cerca de meia centena de pontas de seta e fragmentos de ídolos em marfim, material que se apresentava igualmente intensamente queimado. O despejo deu origem a um formato cónico do depósito, cujas laterais foram depois preenchidas por outros 2 depósitos com escassos restos ósseos humanos mas abundantes restos faunísticos e alguma cerâmica.
Neste trabalho serão apresentados os resultados do estudo laboratorial dos restos ósseos humanos. Este revelou que todo o espólio ósseo humano esteve sujeito à acção de fogo, de diversa intensidade. Predominarem os vestígios ósseos sujeitos a altas temperaturas (> 900º), revelado pelas alterações registadas em termos de cor, tipo de fracturas e deformações. Este espólio terá pertencido a um mínimo de 9 indivíduos, 3 dos quais faleceram antes de atingir a idade adulta. Serão ainda apresentados algumas inferências sobre a prática funerária envolvida e dados demográficos, morfológicos e paleopatológicos dos restos ósseos recuperados.



















