sexta-feira, 22 de março de 2013

048 - Para uma sobrevivência útil da APA


Antes de mais tenho as quotas da APA em dia e, como sócio de pleno direito, irei estar presente na próxima Assembleia-geral da associação, procurando dar o meu contributo construtivo.

A sobrevivência da APA está em causa e o seu esvaziamento é da responsabilidade de todos os sócios. Não nos pudemos conformar com a situação de há muitos anos: uma entidade sem visibilidade, sem acção e sem ligação aos arqueólogos. A APA tem que funcionar e não podemos perder mais tempo com discussões inúteis sobre as razões que motivaram cada sócio a manter uma efectiva relação com a associação. Agora é urgente assumir que estamos no limite e que devemos ter a  coragem de trilhar um caminho consequente que rompa com o triste situacionismo em que estamos mergulhados. Para isso, é vital falar de directamente aos sócios começando por divulgar dados e números concretos sobre aspectos como a percentagem de sócios que estão suspensos (95%?), assumindo o valor concretos da dívida acumulada pelo não pagamento de quotas (€140.000,00??!!) e colocando na base da estratégia de acção a criação de condições mínimas para um eventual retorno daqueles que há mais ou menos tempo estão afastados.

Infelizmente, ao contrário do mencionado por António Silva em comentário à anterior entrada deste Blog, não existe uma “tão grande massa de sócios que queiram agora que lhes seja devolvida a APA”. Provavelmente essa é hoje uma questão que passa completamente ao lado de 99% dos arqueólogos portugueses. No entanto, porque acredito que uma instituição como a APA pode ser útil à profissão, não posso deixar de tentar encontrar soluções efectivas para mudar o estado das coisas, ou seja, para demonstrar ao maior número possível de arqueólogos que vale a pena participar na valorização e afirmação da associação que já existe. Daí o meu contributo materializado numa proposta a submeter à Assembleia-geral de amanhã, na qual lutarei para que nada de ilegal se passe. Sei que os poucos que lá estarão e os pouquíssimos que poderão votar partilham desta minha opinião.

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